Coceira, ardência, pele rachada e descascando nos pés. Muita gente trata o problema com o que tem em casa: álcool, vinagre, bicarbonato. Um médico da Cleveland Clinic é direto sobre isso: os remédios caseiros não são recomendados. Veja o que causa, por que o problema fica mais comum depois dos 60 e o que funciona.
Resposta rápida: frieira, ou pé de atleta, é uma infecção por fungo nos pés, contagiosa, que causa coceira, ardência e pele rachada e descascando, principalmente entre os dedos. Segundo a Cleveland Clinic, cremes antifúngicos sem receita, como clotrimazol ou terbinafina, costumam funcionar, e o uso deve continuar por uma semana depois que os sintomas somem. Remédios caseiros não são recomendados.
O que é frieira
A Cleveland Clinic define a frieira (tinea pedis) como uma infecção por fungo, contagiosa, que causa coceira e outros problemas na pele dos pés. O hospital estima que ela afeta de 3% a 15% da população, e que cerca de 70% das pessoas terão frieira em algum momento da vida.
Sintomas do pé de atleta
Segundo a Cleveland Clinic:
- pele rachada e descascando;
- coceira;
- vermelhidão e irritação;
- ardência;
- bolhas, nos casos mais intensos.

Por que a frieira é mais comum depois dos 60
A Cleveland Clinic cita os grupos com mais risco:
- homens e pessoas acima de 60 anos;
- pessoas com diabetes;
- pessoas com obesidade;
- pessoas com imunidade baixa;
- quem tem feridas nos pés.
A transmissão acontece por contato com a pele, superfícies contaminadas e objetos como toalhas e sapatos, principalmente em lugares quentes e úmidos, segundo a Cleveland Clinic.
Álcool, vinagre e bicarbonato: remédios caseiros para frieira
Em texto de junho de 2025, o médico de família Josue Limage, da Cleveland Clinic, analisou os remédios caseiros mais comuns:
- Água oxigenada: não é mais recomendada para a maioria dos problemas de pele.
- Vinagre de maçã: faltam estudos sobre o efeito no fungo, e o ácido pode causar queimadura química.
- Alho: risco de queimadura; segundo o Dr. Limage, há opções melhores e mais seguras.
- Bicarbonato: não cura e pode ressecar a pele, deixando-a mais vulnerável à infecção.
- Produtos mentolados: não há evidência suficiente de que eliminem o fungo.
- Óleos essenciais: pesquisa limitada e risco de toxicidade para crianças e pets.
- Álcool puro: risco de dor e de machucar ainda mais a pele.
O veredito do Dr. Limage é que nenhum desses remédios é recomendado. Já mostramos os riscos do bicarbonato e do óleo de melaleuca no rosto.

Como tratar a frieira
As orientações da Cleveland Clinic:
- Creme antifúngico sem receita: com clotrimazol ou terbinafina. O Dr. Limage prefere creme a spray ou pó, porque o creme cobre o pé por completo.
- Aplicar entre os dedos: onde a umidade se acumula.
- Continuar por uma semana depois de melhorar: para evitar que volte.
- Comprimido antifúngico com receita: para casos que não respondem.
Segundo a Cleveland Clinic, a recuperação costuma levar de 1 a 8 semanas com o tratamento feito direito.
Frieira pode virar micose de unha
Sem tratamento, a Cleveland Clinic alerta que a infecção pode se espalhar para as unhas dos pés, as mãos e a virilha, e que a infecção nas unhas é especialmente difícil de tratar. Explicamos por que no post sobre micose de unha. O Dr. Limage também alerta que quem tem diabetes, imunidade baixa, doença arterial periférica ou neuropatia corre risco de infecções sérias e deve evitar remédios caseiros.

Como prevenir a frieira
As dicas da Cleveland Clinic:
- manter os pés secos, inclusive entre os dedos;
- usar sapatos que deixam o pé respirar;
- usar pó antifúngico;
- usar chinelo em vestiários, piscinas e banheiros coletivos.
Pele seca e rachada nos pés também pede cuidado: veja o post sobre calcanhar rachado. E fungos também aparecem em outras dobras úmidas, como explicamos no post sobre assadura embaixo do seio.
Quando procurar o médico
A Cleveland Clinic orienta procurar atendimento se o quadro não melhorar com tratamento, parecer infeccionado ou se espalhar para outras partes do corpo. Quem tem diabetes, doença arterial periférica, neuropatia ou imunidade baixa deve procurar o médico logo, pelo risco de complicações citado pelo Dr. Limage.
Erros comuns
- Passar álcool: o Dr. Limage cita risco de machucar a pele.
- Usar vinagre ou alho: risco de queimadura.
- Parar o creme quando a coceira passa: a orientação é continuar por mais uma semana.
- Não secar entre os dedos: é onde a umidade se acumula.
- Dividir toalha, meia ou sapato: a Cleveland Clinic cita esse tipo de contágio.
Perguntas frequentes
O álcool 70% mata frieira?
O Dr. Limage, da Cleveland Clinic, não recomenda álcool, pelo risco de dor e de machucar a pele. O indicado é creme antifúngico.
Como tratar a frieira?
Com creme antifúngico aplicado corretamente, entre os dedos, mantido por uma semana depois de melhorar. A Cleveland Clinic cita recuperação de 1 a 8 semanas.
Pé de atleta pega?
Sim. A Cleveland Clinic afirma que é contagiosa, inclusive por toalhas e sapatos.
Quando a frieira é grave?
Quando não melhora com tratamento, parece infeccionada, se espalha para outras partes do corpo ou atinge quem tem diabetes, problemas de circulação ou imunidade baixa.
A infecção pode ir para a unha?
Sim. A Cleveland Clinic alerta que pode se espalhar para as unhas, onde é difícil de tratar.
Pó antifúngico ajuda?
A Cleveland Clinic cita o pó antifúngico na prevenção. Para tratar, o Dr. Limage prefere o creme.
Conclusão
A frieira é comum, contagiosa e mais frequente depois dos 60. Álcool, vinagre, alho e bicarbonato não são recomendados pela Cleveland Clinic. Creme antifúngico, pés secos e paciência para manter o tratamento são o caminho. Quem tem diabetes deve procurar o médico logo.
E você: já tentou algum remédio caseiro nos pés? Conta nos comentários.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico ou dermatologista.
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