Hiperplasia sebácea: o que são as bolinhas amarelas no rosto

Hiperplasia sebácea é o nome daquelas bolinhas amareladas, com um pontinho afundado no meio, que aparecem na testa, no nariz e nas bochechas. Muita gente confunde com cravo, espinha ou milium e passa meses tentando espremer. Não adianta: elas não são poros entupidos. São glândulas de gordura que cresceram, algo comum na meia-idade.

Resposta rápida: hiperplasia sebácea é o aumento benigno das glândulas sebáceas, que forma bolinhas de 2 a 6 mm, amareladas ou da cor da pele, com um pequeno afundamento no centro. Segundo a Cleveland Clinic, ela não é câncer e está ligada a mudanças hormonais com a idade. Não adianta espremer. A retirada é feita por dermatologista, que também confirma o diagnóstico, porque ela pode lembrar um tipo de câncer de pele.

O que é hiperplasia sebácea

A Cleveland Clinic descreve a lesão como pequenas elevações de 2 a 6 mm, da cor da pele, amareladas ou acastanhadas, com uma pequena depressão no centro. Elas surgem quando as glândulas sebáceas, que produzem a oleosidade da pele, aumentam de tamanho.

A DermNet classifica a lesão como um tumor benigno do folículo e descreve as lesões como pequenas pápulas amarelas de até 3 mm, com o folículo no centro cercado por tecido amarelado.

Hiperplasia sebácea: close da pele do nariz e da bochecha

Por que a hiperplasia sebácea aparece depois dos 40

Segundo a Cleveland Clinic, a causa está ligada a mudanças hormonais, em especial à queda dos androgênios com a idade. Com isso, as células da glândula se renovam mais devagar, e a glândula cresce. A DermNet aponta que ela afeta principalmente pessoas de meia-idade e idosas, e pode ser mais comum em quem tem a imunidade reduzida, como pessoas transplantadas.

A Cleveland Clinic estima que cerca de 1% das pessoas saudáveis desenvolva essas bolinhas.

Hiperplasia sebácea é câncer?

Não. A Cleveland Clinic afirma que ela não é cancerosa. Mas há um cuidado importante: a DermNet lembra que ela às vezes é confundida com o carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele. Por isso, o dermatologista pode pedir uma biópsia quando tem dúvida, segundo a Cleveland Clinic.

Ela também é diferente de outras bolinhas comuns na pele madura, como o milium, que é branco e cheio de queratina, e o xantelasma, que forma placas amareladas na pálpebra.

Dermatologista avalia a pele do rosto de paciente

Como tirar hiperplasia sebácea

Não é preciso tratar, porque a lesão é inofensiva, segundo a DermNet. Quando incomoda, as opções citadas pela Cleveland Clinic e pela DermNet incluem:

  • procedimentos: eletrocoagulação, laser, crioterapia, terapia fotodinâmica, curetagem e retirada cirúrgica;
  • medicamentos com receita: isotretinoína oral nos casos extensos, antiandrogênios para mulheres e ácido tricloroacético aplicado por médico.

A Cleveland Clinic avisa que as lesões podem voltar quando o medicamento é suspenso, enquanto os procedimentos tendem a remover de vez a lesão tratada. Novas bolinhas podem surgir em outros pontos.

Skincare ajuda a prevenir essas bolinhas?

A Cleveland Clinic cita que produtos com niacinamida, retinol e ácido salicílico podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver novas lesões. Não foi possível confirmar, com as fontes disponíveis, que esses produtos façam as bolinhas que já existem sumirem.

Erros comuns com hiperplasia sebácea

  • Espremer como se fosse cravo. Não sai nada, porque não é poro entupido, e a pele só fica machucada.
  • Usar agulha ou extrator em casa. Aumenta o risco de ferida e infecção, sem tratar a glândula.
  • Esfoliar com força todo dia. A bolinha não sai com esfoliação. Entenda a relação entre esfoliação e barreira da pele.
  • Achar que toda bolinha amarela é igual. O carcinoma basocelular pode se parecer com ela. Bolinha que sangra, cresce ou vira ferida precisa de avaliação.
  • Confundir com poros dilatados. São coisas diferentes. Veja o que ajuda nos poros dilatados.
Mulher madura com as mãos no rosto

Perguntas frequentes

Como remover hiperplasia sebácea?
Com procedimentos feitos por dermatologista, como eletrocoagulação, laser, crioterapia ou terapia fotodinâmica, segundo a Cleveland Clinic e a DermNet.

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O que causa a hiperplasia sebácea?
Segundo a Cleveland Clinic, mudanças hormonais com a idade, principalmente a queda dos androgênios, que deixam a glândula sebácea maior.

Essas bolinhas amarelas podem ser câncer?
Não. Mas elas podem lembrar o carcinoma basocelular, por isso o dermatologista confirma o diagnóstico, às vezes com biópsia.

Existe remédio caseiro para essas bolinhas?
Não foi possível confirmar, com as fontes disponíveis, nenhum remédio caseiro eficaz. Espremer ou furar pode machucar a pele.

Hiperplasia sebácea tem cura?
As lesões tratadas com procedimento costumam sair, mas novas podem aparecer. Com medicamentos, elas podem voltar depois da suspensão, segundo a Cleveland Clinic.

Qual a diferença entre hiperplasia sebácea e milium?
O milium é uma bolinha branca cheia de queratina. A hiperplasia sebácea é amarelada ou da cor da pele e tem um afundamento no centro, segundo a Cleveland Clinic.

Conclusão

Hiperplasia sebácea é uma mudança comum da pele depois dos 40, benigna e ligada aos hormônios. Ela não sai com espremedor, esfoliação ou receita caseira. O melhor caminho é confirmar o diagnóstico com o dermatologista e, se as bolinhas incomodarem, tratar no consultório.

E você: já tentou espremer uma bolinha amarela achando que era cravo? Conta nos comentários.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um dermatologista.